Boletim Macro

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Com periodicidade mensal, o Boletim Macro FGV IBRE contempla estatísticas, projeções e análises dos aspectos mais relevantes da economia brasileira.

Ele é composto pelas seguintes seções:

• Atividade Econômica
• Análise das Sondagens IBRE
• Mercado de Trabalho
• Análise da Evolução do Crédito
• Inflação
• Política Monetária
• Política Fiscal
• Setor Externo
• Panorama Internacional
• Em Foco IBRE: Indicador de Demanda Externa

O cenário macroeconômico do IBRE analisa os diversos aspectos da conjuntura econômica internacional e nacional, com ênfase nas perspectivas de crescimento econômico, inflação, e política monetária e fiscal. Destacam-se também os principais desafios de curto prazo para a economia brasileira.

É importante ressaltar que estudos de natureza prospectiva exigem não apenas técnicas estatísticas como também um profundo conhecimento dos fundamentos de teoria econômica. Por isso, a equipe técnica do IBRE é composta por profissionais com ampla experiência acadêmica e de mercado.

Coordenação Geral e Técnica: Silvia Matos

Equipe Permanente: Armando Castelar Pinheiro, José Júlio Senna, Laisa Rachter, Luana Miranda, Lia Valls Pereira, Lívio Ribeiro, Samuel Pessôa, e Vilma Pinto

Colaboradores Permanentes da Superintendência de Estatísticas Públicas: Aloísio Campelo Jr. e André Braz

A melhor imagem para o momento por que passa a economia brasileira talvez seja a de um barco com forte vento de popa, velas infladas, mas carregando um pesadíssimo lastro. Parece haver pouca dúvida de que o vento forte, que vem de fora e de dentro do país, vai prevalecer em algum momento sobre o efeito lastro, mas permanece a dúvida sobre quando e com que intensidade…

O balanço de riscos da economia brasileira tornou-se ligeiramente menos desfavorável neste começo de ano, em relação há alguns meses. Em praticamente todas as áreas da economia começa a ganhar força uma narrativa mais alentadora sobre como será 2017. Um exemplo claro diz respeito à inflação, que dá sinais mais nítidos de estar cedendo, e mais fortemente do que os…

Uma novidade desanimadora das últimas semanas foi o aumento da incerteza em relação ao desempenho da nossa economia em 2017. Em parte, isso se deve à surpreendente eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA e às dúvidas que cercam o futuro da política econômica americana. A visão geral é que no futuro o quadro externo deve se tornar menos favorável aos países…

Os indicadores de atividade econômica divulgados nas últimas semanas revelam que o desempenho da economia brasileira tem se mostrado bem pior do que o previsto por todos os analistas de mercado. Infelizmente, a esperança de que o último trimestre de 2016 pudesse ser o trimestre da virada, ou pelo menos marcasse um passo significativo nesta direção, começa a se…

Groucho Marx dizia que “é difícil fazer previsões, especialmente sobre o futuro”. Muitos analistas da economia brasileira estão sendo lembrados desse dito a partir dos indicadores de evolução de preços e atividade divulgados nas últimas semanas.

É verdade que a inflação surpreendeu positivamente em setembro, sinalizando o esgotamento do ciclo de alta dos…

Aqueles que acompanham as análises mensais publicadas neste Boletim têm percebido que mantemos uma posição divergente da maioria dos analistas de mercado em relação ao desempenho da economia brasileira em 2017. De um lado, somos menos otimistas sobre a capacidade de o Banco Central simultaneamente relaxar a política monetária e conseguir uma significativa desinflação…

A interdependência entre política e economia tem sido uma marca da cena brasileira nos dois últimos anos. No governo anterior, essa interação levou à recessão e à crise política que desaguou no processo de impeachment. O sinal dessa inter-relação se inverteu a partir da posse do governo interino, com as crises perdendo força, como mostram as votações no Congresso, as…

A queda acumulada de 7,1% do PIB nos oito trimestres transcorridos do início da atual recessão, no segundo trimestre de 2014, até o primeiro trimestre deste ano atesta para a severidade da perda de produto em curto espaço de tempo, mas pouco nos diz sobre até quando o PIB continuará caindo, e com que intensidade. Qual será o tamanho final da recessão que o país…

Depois de oito trimestres de retração, aí incluído o primeiro deste ano, há indicações de que podemos estar próximos de uma estabilização e posterior retomada do nível de atividade. Essas fases seriam viabilizadas por uma trinca de fatores.

 A mudança de comando na administração da economia e da política que vem ocorrendo ao longo deste mês, e que se prolongará pelo próximo, tem gerado expectativas moderadamente otimistas entre os agentes econômicos, especialmente nas empresas. Isso, apesar de o novo governo ter advertido que a situação das contas públicas é possivelmente muito pior do que se imaginava…