Boletim Macro

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Com periodicidade mensal, o Boletim Macro FGV IBRE contempla estatísticas, projeções e análises dos aspectos mais relevantes da economia brasileira.

Ele é composto pelas seguintes seções:

• Atividade Econômica
• Análise das Sondagens IBRE
• Mercado de Trabalho
• Análise da Evolução do Crédito
• Inflação
• Política Monetária
• Política Fiscal
• Setor Externo
• Panorama Internacional
• Em Foco IBRE: Indicador de Demanda Externa

O cenário macroeconômico do IBRE analisa os diversos aspectos da conjuntura econômica internacional e nacional, com ênfase nas perspectivas de crescimento econômico, inflação, e política monetária e fiscal. Destacam-se também os principais desafios de curto prazo para a economia brasileira.

É importante ressaltar que estudos de natureza prospectiva exigem não apenas técnicas estatísticas como também um profundo conhecimento dos fundamentos de teoria econômica. Por isso, a equipe técnica do IBRE é composta por profissionais com ampla experiência acadêmica e de mercado.

Coordenação Geral e Técnica: Silvia Matos

Equipe Permanente: Armando Castelar Pinheiro, José Júlio Senna, Laisa Rachter, Luana Miranda, Lia Valls Pereira, Lívio Ribeiro, Samuel Pessôa, e Vilma Pinto

Colaboradores Permanentes da Superintendência de Estatísticas Públicas: Aloísio Campelo Jr. e André Braz

Os indicadores do desempenho da economia brasileira no final de 2011 confirmaram a modesta recuperação do nível de atividade antecipada na edição anterior deste Boletim. Longe de apontar para uma recuperação robusta, porém, eles sugerem apenas que o pior da desaceleração pode ter ficado para trás.

Nossos últimos Boletins apontaram corretamente a forte desaceleração pela qual vinha passando a economia brasileira desde o final de 2010.

O conjunto de medidas de política econômica adotado pelo Brasil no final de 2010 e início do ano passado foi bem sucedido ao induzir a redução gradual do crescimento da atividade econômica.

Um retrato da economia brasileira neste final de ano reafirma o diagnóstico de desaceleração registrado em edições anteriores deste Boletim.

As informações analisadas nesse Boletim indicam que os próximos meses serão um período em que a desaceleração da atividade econômica virá acompanhada de redução da inflação acumulada em 12 meses.

As preocupações neste último trimestre de 2011 estão voltadas para os desdobramentos sobre a economia brasileira da crise na área do euro, principalmente em relação à solvência dos bancos, os maiores detentores da dívida soberana dos países da região.

A decisão tomada pelo COPOM na reunião de 30 e 31 de agosto e analisada na ata divulgada no dia 8 deste mês surpreendeu a quase totalidade dos analistas ao reduzir a taxa SELIC em meio ponto de percentagem, rompendo com a prática de movimentos graduais e precedidos de indicações.

A marca do mês de julho foi um novo agravamento do quadro de incertezas em que mergulhou a economia mundial e suas repercussões domésticas, os quais têm reforçado o processo de desaceleração do nível de atividade que já aparecia nos números do segundo trimestre.

A economia brasileira continua a apresentar sinais ligeiramente contraditórios em relação à evolução do nível de atividade e variáveis a ele relacionadas, como a taxa de desemprego.