Boletim Macro

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Com periodicidade mensal, o Boletim Macro FGV IBRE contempla estatísticas, projeções e análises dos aspectos mais relevantes da economia brasileira.

Ele é composto pelas seguintes seções:

• Atividade Econômica
• Análise das Sondagens IBRE
• Mercado de Trabalho
• Análise da Evolução do Crédito
• Inflação
• Política Monetária
• Política Fiscal
• Setor Externo
• Panorama Internacional
• Em Foco IBRE: Indicador de Demanda Externa

O cenário macroeconômico do IBRE analisa os diversos aspectos da conjuntura econômica internacional e nacional, com ênfase nas perspectivas de crescimento econômico, inflação, e política monetária e fiscal. Destacam-se também os principais desafios de curto prazo para a economia brasileira.

É importante ressaltar que estudos de natureza prospectiva exigem não apenas técnicas estatísticas como também um profundo conhecimento dos fundamentos de teoria econômica. Por isso, a equipe técnica do IBRE é composta por profissionais com ampla experiência acadêmica e de mercado.

Coordenação Geral e Técnica: Silvia Matos

Equipe Permanente: Armando Castelar Pinheiro, José Júlio Senna, Laisa Rachter, Luana Miranda, Lia Valls Pereira, Lívio Ribeiro, Samuel Pessôa, e Vilma Pinto

Colaboradores Permanentes da Superintendência de Estatísticas Públicas: Aloísio Campelo Jr. e André Braz

À medida que o fim do ano se aproxima, consolida-se entre os analistas a percepção de que é limitado o espaço para mudanças inesperadas na política econômica no curto prazo. As atenções se voltam, portanto, para o que é possível esperar nessa arena no ano eleitoral de 2014 a partir das heranças do ano em curso e das perspectivas na área externa. E, aqui, as…

Um fato notável das últimas semanas é a percepção de que dificilmente o governo implementará mudanças de alguma expressão na política econômica a curto prazo. Isso, apesar do ritmo lento em que a economia deve avançar até o final do ano. E de o ritmo morno da atividade ser, ao menos em parte, resultado dessa opção. Isso indica que estamos em uma armadilha de baixo…

Sempre sensíveis às últimas informações disponíveis, os analistas do desempenho do nível de atividade no Brasil apressaram-se em rever suas projeções para o crescimento do PIB em 2013 tão logo o IBGE divulgou os resultados relativos ao segundo trimestre do ano. Nossa equipe não fugiu à regra.

Acumulam-se as indicações de que a economia norte-americana começa a sair da crise em que mergulhou em 2008. Em especial, o setor privado americano vem acelerando sua expansão, com destaque para a construção civil. Não fosse o forte ajuste fiscal empreendido neste ano, o PIB dos EUA provavelmente já mostraria um desempenho bastante razoável em 2013.

O traço principal do quadro econômico recente é a rapidez com que indicadores e expectativas se deterioraram. E a multiplicidade de dimensões em que essa piora se deu, do nível de atividade à inflação e desta às contas externas. Para onde quer que se olhe, com a exceção da agropecuária, a situação parece mais difícil do que na média dos últimos dez anos.

Desde a eclosão da crise internacional o Brasil vem construindo um novo modelo de política econômica, apoiado na expansão do crédito principalmente dos bancos públicos ao consumo, maior tolerância com a inflação, uma política fiscal mais frouxa e mais ativismo estatal, em geral. Pois agora esse modelo vai ser colocado a teste, conforme a economia transita em direção…

Além da inflação — que, persistentemente no limite superior da meta, não dá trégua — e de uma política fiscal expansionista — que contraria a direção contracionista indicada pela comunicação do BC — outros indicadores começam a se apresentar no rol de riscos e incertezas que vem caracterizando a economia brasileira este ano. A origem dos novos riscos está em uma área…

O quadro macroeconômico, marcado por uma recuperação moderada da atividade e uma inflação bem acima da meta, pouco se alterou desde a última edição deste Boletim.

O ano de 2012 fechou com um fraco crescimento anual do PIB, de apenas 0,9%. A taxa do último trimestre em relação ao anterior foi de 0,6%, exatamente em linha com nossa previsão.

Com o primeiro trimestre do ano já em sua segunda metade, acumulam-se evidências de que a recuperação da economia brasileira não terá no curto prazo a tão esperada robustez.