Nova Sondagem do FGV IBRE reflete percepção dos brasileiros sobre o mercado de trabalho

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Nova Sondagem do FGV IBRE reflete percepção dos brasileiros sobre o mercado de trabalho

Na primeira edição da Sondagem, referente ao trimestre encerrado em junho, 58,2% dos respondentes declararam estar satisfeitos com seu trabalho principal, e 17% muito satisfeitos. A maioria também avaliou positivamente a renda recebida, com 66% afirmando ser suficiente para arcar com suas despesas principais. “Estamos há mais de dois anos observando uma contínua melhora do mercado, com recorde de emprego formal, melhoria no rendimento, que de certa forma justifica essa avaliação”, afirma Tobler, ainda que o processo inflacionário tenha impactado negativamente nesse resultado. Ao serem questionados sobre as três principais despesas que impactam seu orçamento familiar, as mais citadas foram alimentação (74,2%), aluguel ou financiamento de moradia (42,2%) e contas de serviços públicos (36,8%).

Atualmente e de uma maneira geral, qual o grau de satisfação com o seu trabalho principal?

Entre os que se declararam insatisfeitos (6,7%) ou muito insatisfeitos (0,8%) com seu trabalho, os principais motivos assinalados foram remuneração baixa (50,5%), carga horária elevada (21,9%) – tema que tem ganhado destaque com o debate sobre o projeto de redução da jornada semanal (leia mais) – e saúde mental (18,7%). “Esse último quesito ganhou mais destaque depois da pandemia, e pelos resultados demonstra relevância na percepção dos trabalhadores”, afirma.

Apesar dessa opinião majoritariamente favorável, na avaliação sobre proteção social em caso de perda de emprego prevaleceu a preocupação pela falta de garantia de alguma cobertura, com 32,3% afirmando estarem muito desprotegidos, e 39,7% declarando estar parcialmente desprotegidos. “Esse resultado sugere forte relação com a informalidade no mercado de trabalho brasileiro, e deve ser observado mais claramente conforme avançamos na pesquisa, para a construção de uma série”, diz Tobler.

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