O estudo de Feijó repercutido no dominical será publicado no dia 16 de agosto, depois de atualizado com os microdados da reponderação da PNAD Contínua, cuja divulgação está prevista para o dia 15. Essa revisão, entretanto, não deve alterar algumas tendências identificadas pela pesquisadora a partir dos dados do IBGE atualmente disponíveis. Por exemplo, de que a maior parte das mulheres que chefiavam seus lares era negra (53%) – nesse grupo, o crescimento foi de 104% em relação a 2012 – e, predominantemente, tinham baixa escolaridade, com 43% cumprindo apenas o fundamental completo. Além disso, o rendimento médio entre essas mulheres era 32% menor do que o dos homens. Em lares de mulheres com filhos e sem cônjuge – as chamadas mães-solo – a diferença de rendimento chega a 41% comparando com homens nas mesmas condições.
Feijó aponta alguns fatores que podem ter contribuído para esse aumento da participação das mulheres na liderança financeira de sua família. Entre eles, uma maior participação feminina no mercado de trabalho, para o qual jogam a favor desde mudanças no perfil do emprego com a expansão do setor de serviços, como políticas de inclusão e igualdade de gênero e a expansão de políticas sociais.
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