Confiança do comércio encerra 2020 com a terceira queda consecutiva

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Confiança do comércio encerra 2020 com a terceira queda consecutiva

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,8 ponto em dezembro, passando de 93,5 para 91,7 pontos, registrando a terceira queda consecutiva. Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 2,6 pontos, seguindo a tendência de queda observada no mês anterior.

A confiança do comércio encerra 2020 com a terceira queda consecutiva, interrompendo o ritmo de recuperação observado anteriormente. A piora mais uma vez foi influenciada pela queda dos indicadores sobre o momento presente, reflexo da cautela dos consumidores. Por outro lado, as expectativas avançam pelo segundo mês consecutivo, mas a análise ainda é de redução do pessimismo. Considerando todas as turbulências apresentadas no ano, o setor conseguiu se sobressair na recuperação, mas a elevada incerteza, a cenário complicado do mercado de trabalho e o final dos auxílios do governo se tornam um desafio para a continuidade dessa retomada “, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

Em dezembro, a confiança caiu em três dos seis principais segmentos do Comércio influenciada totalmente pelo piora da percepção de piora sobre a situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 6,1 pontos, para 93,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 2,6 pontos para 90,1 pontos.

Diferença entre IE-COM e ISA-COM
Depois do forte impacto negativo da pandemia, a recuperação da confiança ocorreu de forma heterogênea de acordo com a perspectiva temporal. O ISA-COM registrou intensa recuperação, influenciado pelo consumo prioritário de bens essenciais no primeiro momento e depois pelo aumento da demanda de bens duráveis. Por outro lado, o IE-COM enfrenta certa dificuldade para atingir seu nível pré pandemia. Dessa forma, a diferença entre expectativas e situação atual se manteve constantemente negativa e chegou ao menor valor em outubro de 2020 (-18,5 pontos). Os últimos resultados mostram uma reversão dessa tendência, a distância entre os dois indicadores tem diminuído em consequência de uma recuperação das expectativas, que ainda se encontram em patamar baixo; e da sensação de piora com relação ao momento atual.