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04/10

No livro Adeus, Senhor Portugal (Companhia das Letras, 2022), o jornalista Rafael Cariello e o economista Thales Zamberlan Pereira, professor da FGV EESP, retratam como o roteiro da independência brasileira se assemelhou ao de vários outros países, como a França, iniciado em uma crise econômica que culmina na destituição do antigo regime. Aqui, a esperança de que a chegada de Dom João ao Brasil em 1808 colocaria o país próximo do poder e da prosperidade logo foi substituída pela frustração da sociedade ao ver a desestabilização das contas públicas provocada pelo futuro rei - que usou a receita de impostos criados por ele a exportações do hoje Nordeste do país para ampliar gastos e deflagrar guerras, gerando desequilíbrios cobertos com emissão monetária, culminando em inflação. “Até então, as pessoas não estavam acostumadas com variações fortes de preços, e a instabilidade econômica se instala, com descontentamento da sociedade como um todo. E esse processo que se acentua quando Dom Pedro se torna imperador e passa a repetir os mesmos erros do pai”, descreve Zamberlan, lembrando que o a economia brasileira só passa a se reestabilizar quando Dom Pedro também entra num navio e parte do Brasil, e as decisões de caráter absolutista sobre as contas passam a ser substituídas pelas do Parlamento. 

Leia na íntegra no Blog da Conjuntura Econômica. 

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