Alto endividamento das famílias, com destaque para os mais pobres, é desafio para o próximo governo

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Alto endividamento das famílias

Com o nível recorde de 68,4 milhões de pessoas inadimplentes em setembro deste ano, de acordo com os dados do Serasa Experian, o superendividamento das famílias brasileiras virou tema de primeira linha no atual embate eleitoral. O pioneiro na questão é Ciro Gomes, que já na campanha presidencial de 2018 apresentara proposta para limpar o nome dos brasileiros que haviam caído na malha dos serviços de proteção ao crédito, por meio de programas de renegociação, redução de juros e alongamento de prazos, com adesão de bancos públicos e privados. 

Em 2022, porém, o problema das dívidas das famílias ganhou dimensão ainda maior e buscar uma solução virou algo bem mais premente. Ciro renovou a proposta e, com sua derrota no primeiro turno e o apoio de seu partido (PDT) ao presidente eleito Lula para o segundo, o candidato petista encampou a ideia de renegociar as dívidas da população, chamando a atenção para o fato de que o problema afeta particularmente as mulheres. Bolsonaro, por sua vez, retomou um programa da Caixa Econômica Federal de desconto de dívidas.

Pesquisadores do FGV IBRE realizaram uma radiografia detalhada dessa onda de endividamento das famílias brasileiras a partir da base de dados do Banco Central conhecida como Sistema Central de Riscos (SCR), utilizando dados até julho de 2022. O SCR é um banco de dados com informações remetidas mensalmente por todas as instituições financeiras – bancos e fintechs – ao Banco Central, referentes às operações de crédito acima de R$ 200,00, abrangendo empréstimos, financiamentos, avais e fianças. 

Leia na íntegra na Carta do IBRE.

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