Crise energética

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24/11

A OCDE ressalta a preocupação com as pressões inflacionárias no mundo, especialmente as provocadas pela crise de fornecimento de energia na Europa. Ainda que o aperto da política monetária tenda a contrair a demanda, colaborando para controlar o efeito da crise sobre os preços, a perspectiva é de que a inflação na região feche 2023 em 6,8% ao ano. Em seu relatório, a instituição destaca que a influência de uma carência prolongada de gás na Europa no PIB dos países europeus da OCDE é de perda de até 1,4 ponto porcentual (p.p.) em 2023 e de 0,7 p.p. Em 2024. Para o mundo, o impacto seria, respectivamente, de 0,5 p.p. e 0,2 p.p. O relatório também ressalta a forte correlação que pressões de preço de energia tiveram no ciclo econômico nos países da OCDE desde a década de 1970. Com exceção da recessão provocada pela pandemia, as grandes recessões ocorridas no grupo ocorreram quando os gastos com energéticos chegaram ou superaram 13% do PIB - em 1974, 1981-82 e 2008.

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