Baixa taxa de poupança doméstica não explica juro real atipicamente elevado brasileiro

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Baixa taxa de poupança doméstica não explica juro real atipicamente elevado brasileiro

Há algum tempo, chamei a atenção em um artigo na Folha de São Paulo para o “milagre polonês”: o PIB per capita do país europeu praticamente quadruplicou entre o começo dos anos 1990 e agora, por diversas razões (e isso mesmo com uma carga tributária de cerca de 35% ao longo desse período).
Um dos fatores que chama a atenção, na comparação com o Brasil, é a taxa de poupança doméstica polonesa, que tem oscilado em torno de 23,5% do PIB nos últimos anos, contra cerca de 18,5% no caso brasileiro (médias para 2021-24). Considerando um período mais longo, desde meados dos anos 1990, a taxa brasileira registrou valor semelhante, ao passo que a polonesa foi de cerca de 20% do produto.
Esse diferencial favorável de taxa de poupança explicaria o patamar juro real muito mais baixo na Polônia? Vale notar que estimativas recentes de juro neutro real indicam uma taxa em torno de 2% a.a. para o país do leste europeu, quase três vezes menor do que a taxa estimada para o Brasil (atualmente em torno de 5,5% a 6% a.a.).
 

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