Brasil: 2023 em cinco (longos) parágrafos

Brasil: 2023 em cinco (longos) parágrafos

As incertezas externas são relevantes – e o cenário pode mudar de forma abrupta. Enuncia-se um ano com desaceleração do crescimento global, puxado pela menor expansão das economias desenvolvidas[1]. A política monetária global avançará ainda mais em terreno restritivo, fazendo o (duro) trabalho necessário para promover a convergência inflacionária ao longo do horizonte relevante para a política monetária. Com o fim (bastante atabalhoado) da política de Covid-zero, a China tende a ser vetor positivo para o crescimento global em 2023, com expansão do PIB superior à observada em 2022. A intensidade da retomada chinesa segue em aberto, com duas correntes de pensamento que diferem no comportamento cíclico do consumo privado e na importância das restrições sanitárias para a postura defensiva dos consumidores que foi observada após a eclosão da Covid – não é claro qual será o real impacto do abandono da política de Covid-zero sobre o consumo das famílias chinesas.