Com entrada dos EUA no conflito Israel x Irã, BC pode ampliar destaque ao fator geopolítico na Ata do Copom

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Com entrada dos EUA no conflito Israel x Irã, BC pode ampliar destaque ao fator geopolítico na Ata do Copom

A decisão do parlamento iraniano pelo fechamento do Estreito de Ormuz, corredor que concentra cerca de um terço do comércio marítimo de petróleo, e a quarta parte do comércio mundial do produto, levam analistas a prever um cenário em que o barril de Brent supere os US$ 100 – nos últimos cinco meses, esteve próximo de US$ 80.  “No curto prazo, esse efeito não terá repasse direto à inflação no Brasil, pois a tendência é de que a Petrobras segure os preços”, afirma Ribeiro, lembrando da redução de preços da gasolina e do diesel nos últimos dois meses, contribuindo para o esforço de diminuir a inflação. “No caso do conflito, me pareceria um movimento correto, até se compreender os limites da guerra, e então pensar em movimentos posteriores de reajuste que aproximem os valores ao preço de paridade de importação (PPI)”, afirma.      

Para Ribeiro, um elemento importante, a depender da evolução do conflito, será verificar se a demanda por outros ativos de proteção que não o dólar será suficientemente suprida. “Algo deverá vazar para o dólar, e isso poderá conter a tendência de apreciação do real, ainda que não estime um cenário de grandes saltos no curto prazo”, afirma. Em termos de inflação e política monetária brasileira, o pesquisador destaca que o risco geopolítico já havia sido incorporado no comunicado, “mas deve ganhar mais ‘tinta’ na Ata”, diz. “Mas enquanto a Petrobras não repassar qualquer impacto aos preços domésticos, e o câmbio não estiver mais elevado persistentemente, o efeito é neutro”, afirmou.

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