Confiança da Construção recua 0,8 ponto em novembro

Confiança da Construção recua 0,8 ponto em novembro

O Índice de Confiança da Construção (ICST), do FGV IBRE, caiu 0,8 ponto em novembro, para 95,3 pontos, a segunda queda consecutiva. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,3 ponto, após cinco meses de altas consecutivas.

A segunda queda consecutiva da confiança dos empresários da construção reflete um final de ano com cenário mais desafiador para empresas. A atividade perdeu força em novembro, embora ainda predomine a percepção de crescimento. Por outro lado, a alta das taxas de juros, uma inflação mais disseminada e custos crescentes minam as expectativas de continuidade da tendência de melhora dos negócios”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

O resultado negativo do ICST, neste mês, ocorre exclusivamente em função da piora das expectativas em relação aos próximos meses enquanto a percepção sobre o momento se mantém estável. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) se manteve estável em 92,0 pontos, enquanto o índice de Expectativas (IE-CST) caiu 1,6 ponto para 98,7 pontos, menor nível desde junho de 2021.

Na avaliação da situação atual, o resultado do ISA-CST reflete variações opostas dos indicadores que o compõem: o indicador de situação atual dos negócios subiu 1,0 ponto, para 91,8 pontos, enquanto o indicador de carteira de contratos cedeu 1,0 ponto, para 92,4 pontos.

Já em relação as perspectivas futuras, o resultado do IE-CST retorna para patamar abaixo do nível neutro (100,0 pontos), depois quatro meses influenciado principalmente pela queda de 2,3 pontos no indicador que mede a tendência dos negócios nos próximos seis meses; O indicador de demanda prevista também contribuiu para o resultado negativo ao cair 1,0 ponto, para 100,8 pontos.

Apesar da queda no índice de confiança, o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção subiu 1,7 ponto percentual (p.p.), para 77,3%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos cresceram  1,7 e 1,8 ponto percentual, para 78,6% e 70,1% respectivamente.  

Custos x Preços Previstos

Ao longo de 2021, a alta dos preços dos materiais tornou-se a maior limitação à melhoria dos negócios das empresas da construção, movimento simultâneo à alta dos custos setoriais. Dentro do INCC, o componente relativo aos materiais e equipamentos registrou em junho a maior taxa em 12 meses desde 1996. Desse modo, 45,7% das empresas apontam a intenção de elevar seus preços contra 1,9% que sinalizam diminuição. “Imóveis mais caros e taxas mais altas nos financiamentos serão grandes obstáculos no caminho nas famílias que planejam comprar um imóvel nos próximos meses”, observou Ana Castelo.