Confiança da Indústria sobe 0,8 ponto em julho, mas otimismo das empresas desacelera

Confiança da Indústria sobe 0,8 ponto em julho, mas otimismo das empresas desacelera

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV IBRE subiu 0,8 ponto em julho para 108,4 pontos, maior valor desde janeiro (111,3 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,6 ponto.

A confiança da indústria avança pelo terceiro mês consecutivo influenciadas por uma acomodação das avaliações sobre o momento em patamar alto mas com desaceleração do otimismo das empresas em relação aos próximos meses. As empresas ainda enfrentam um cenário de escassez de insumo possibilidade de racionamento energético e alta incerteza econômica que tendem a limitar uma alta mais expressiva da confiança nos próximos meses”, comenta Claudia Perdigão, economista do FGV IBRE.

O resultado do mês é influenciado por uma acomodação da situação atual e melhora do otimismo em relação aos próximos meses. Após cinco quedas consecutivas, o Índice Situação Atual (ISA) subiu pela segunda vez variando 0,5 ponto, para 111,8 pontos. O Índice de Expectativas (IE) subiu 0,9 ponto para 104,9 pontos, o terceiro mês de alta consecutiva. Ambos retornam ao patamar de janeiro desse ano.

Entre os quesitos que compõem o ISA, apenas nível de estoques subiu 7,7 pontos, para 114,4 pontos, maior nível desde março de 2021. Os indicadores para demanda total e situação atual dos negócios caíram ambos 3,2 pontos, para 110,4 e 109,3 pontos, respectivamente. 

Dos indicadores que integram o IE, a produção prevista para os próximos três meses foi o único que se manteve relativamente estável ao passar de 100,9 para 100,6 pontos. O indicador que captura o emprego previsto para os próximos três meses aumentou 1,4 ponto, para 108,3 pontos, maior valor desde janeiro de 2021 (108,6 pontos). A tendência dos negócios para os próximos seis meses também subiu 1,4 ponto, para 105,4 pontos, maior valor desde fevereiro (107,1 pontos).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiu 0,7 ponto percentual, para 80,1%, maior valor desde novembro de 2014 (80,3%).