Confiança do comércio: melhora na percepção do ritmo de vendas e nas expectativas

Confiança do comércio: melhora na percepção do ritmo de vendas e nas expectativas

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE) subiu 9,8 pontos em maio, ao passar de 84,1 para 93,9 pontos, nível mais alto desde outubro de 2020 (95,8 pontos). Em médias móveis trimestrais, o indicador subiu 1,0 ponto, registrando a primeira alta depois de seis meses de quedas consecutivas.

A segunda alta consecutiva da confiança do comércio mais do que compensa a queda observada em março, retornando a patamar próximo ao observado em novembro do ano passado. A melhora ocorreu tanto na percepção do ritmo de vendas no mês quanto nas expectativas, sugerindo que o impacto das medidas restritivas, na virada do primeiro para o segundo trimestre, ficou para trás. A continuidade desse cenário ainda depende de uma melhora mais expressiva da confiança dos consumidores, continuidade do plano de vacinação e consequentemente melhora da pandemia “, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio do FGV IBRE. 

Em maio, a confiança avançou em todos os seis principais segmentos do Comércio e nos dois horizontes temporais. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 13,3 pontos, para 94,9 pontos, maior valor desde novembro de 2020 (99,7 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) aumentou 5,9 pontos para 93,2 pontos, maior valor desde fevereiro de 2021 (95,9 pontos). 
 
Fatores limitativos
Mensalmente as empresas do setor do Comércio respondem sobre quais os principais fatores que estão limitando a melhoria dos seus negócios. Desde março de 2020, a parcela de empresas reportando outros fatores: pandemia aumentou expressivamente e se manteve em patamar elevado no final do ano passado. Em 2021, voltou a subir no final do primeiro trimestre com o recrudescimento da pandemia, mas nos últimos dois meses vem diminuindo. Isso significa que melhorou a percepção das empresas de que a pandemia está limitando a expansão dos negócios ao mesmo tempo que a parcela das empresas que mencionam demanda insuficiente arrefeceu nos dados de maio, sugerindo uma melhora da demanda nesse último mês. Vale ressaltar, contudo, que a parcela dos que reportam demanda insuficiente ainda se mantém em nível elevado historicamente.