IGP-M sobe 1,89% na 1ª prévia de janeiro de 2021

IGP-M sobe 1,89% na 1ª prévia de janeiro de 2021

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,89% no primeiro decêndio  de janeiro. No primeiro decêndio de dezembro, este índice havia registrado taxa de 1,28%. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 23,52% para 24,87%.

A aceleração do IPA registra nova pressão trazida por aumento no preço do minério de ferro, cuja variação passou de -3,65% para 23,45%. Com este movimento, a commodity passa a acumular alta de 134,63% em 12 meses”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,42% no primeiro decêndio de janeiro. No mesmo período do mês de dezembro, o índice variara 1,39%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram 1,04% em janeiro, após subir 2,28% em dezembro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 4,11% para 1,01%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de 2,65% no primeiro decêndio de dezembro para 1,38% no primeiro decêndio de janeiro. Este recuo foi influenciado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,60% para 0,33%.

A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas passou de -0,28% no primeiro decêndio de dezembro para 4,36% no primeiro decêndio de janeiro. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-3,65% para 23,45%), leite in natura (1,47% para 2,84%) e mandioca/aipim (-0,21% para 2,85%). Em sentido oposto, vale citar bovinos (1,98% para -4,16%), milho em grão (2,50% para -3,18%) e soja em grão (-2,60% para -5,17%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de 0,86% no primeiro decêndio de dezembro para 0,38% no primeiro decêndio de janeiro. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (3,52% para -2,99%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de 26,08% para -23,32%.

Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos Alimentação (1,27% para 0,97%), Transportes (0,88% para 0,60%), Despesas Diversas (0,31% para 0,05%) e Comunicação (0,08% para -0,07%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos seguintes itens: carnes bovinas (2,65% para 0,78%), gasolina (1,96% para 0,86%), serviços bancários (0,32% para 0,00%) e mensalidade para TV por assinatura (0,44% para -0,31%).

Em contrapartida, os grupos Habitação (0,48% para 1,06%), Saúde e Cuidados Pessoais (-0,08% para 0,44%) e Vestuário (-0,19% para 1,31%) registraram acréscimo em suas taxas de variação. Estas classes de despesa foram influenciadas pelos itens tarifa de eletricidade residencial (1,25% para 3,40%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,91% para 1,19%) e roupas (-0,54% para 1,26%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,94% no primeiro decêndio de janeiro, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice havia sido de 1,24%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de dezembro para o primeiro decêndio de janeiro: Materiais e Equipamentos (2,77% para 1,66%), Serviços (0,38% para 0,06%) e Mão de Obra (0,22% para 0,53%).