Índice de Confiança Empresarial sugere aceleração da atividade econômica no terceiro trimestre

Índice de Confiança Empresarial sugere aceleração da atividade econômica no terceiro trimestre

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE subiu 0,5 ponto em agosto, para 102,4 pontos, o maior nível desde junho de 2013. Esta foi a quinta alta consecutiva do índice.

A confiança empresarial continuou avançando em agosto, mantendo-se acima do nível neutro de 100 pontos pelo segundo mês seguido, algo que não ocorria desde outubro de 2013. O resultado sugere que a atividade econômica mantém-se em aceleração no terceiro trimestre, ainda que a desagregação dos dados revele sinais de enfraquecimento da tendência na ponta. As expectativas continuam otimistas, mas pioraram ligeiramente no mês. A combinação de resultados setoriais também parece sugerir uma tendência de acomodação do indicador. Houve recuo da confiança nos setores em que ela girava acima dos 100 pontos e alta nos setores em que a ela estava abaixo deste patamar”, avalia Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas do FGV IBRE.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

Após crescer nos quatro meses anteriores, o Índice de Expectativas (IE-E) recuou 0,2 ponto, para 103,7 pontos, em um movimento de acomodação. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) mantém tendência de alta pelo quinto mês consecutivo, ao subir 0,8 ponto, para 100,5 pontos. Apesar de desacelerar o ritmo de alta na ponta, o ISA-E alcança a marca dos 100 pontos (neutralidade) pela primeira vez desde outubro de 2013, quando registrou 100,9 pts.

Entre os setores que integram o ICE, Serviços e Construção registraram alta da confiança em agosto, enquanto a Indústria e o Comércio caminharam em sentido oposto. Em todos os setores, os movimentos da confiança foram determinados, em agosto, principalmente pelas oscilações dos índices que refletem a percepção sobre o momento atual. As expectativas em relação aos próximos meses pioraram na Indústria e na Construção e mantiveram  tendência de alta no Comércio e nos Serviços.

Difusão da Confiança
A confiança empresarial subiu em 53% dos 49 segmentos integrantes do ICE em agosto, um recuo da disseminação frente aos 73% do mês passado. A queda também foi disseminada por todos os setores, com destaque negativo para a Indústria, que registra alta da confiança em menos de 40% dos segmentos.