Nos últimos meses, a inflação brasileira voltou a apresentar sinais consistentes de desaceleração, influenciada pelo desempenho favorável das safras, pela apreciação cambial e pela manutenção da política monetária contracionista. Essa leitura é confirmada por diferentes famílias de índices de preços: tanto os indicadores voltados ao consumidor quanto aqueles que acompanham os preços ao produtor e na construção civil mostram um arrefecimento nas pressões inflacionárias.
A moderação da inflação brasileira tem, até o momento, relativamente pouca relação direta com o nível de atividade econômica do país. Embora o PIB deva registrar crescimento próximo a zero no terceiro trimestre deste ano, de acordo com o Monitor do PIB do FGV IBRE (informações disponíveis em 24/11/2025), o mercado de trabalho permanece apertado, com baixas taxas de desemprego e continuidade da trajetória de expansão da massa de rendimentos.
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