Neste domingo (27/7), os Estados Unidos e a União Europeia fecharam um acordo comercial reduzindo a tarifa de importação de 30% anteriormente anunciada pelo presidente dos EUA Donald Trump aos produtos importados do bloco para 15%. A negociação ainda prevê uma promessa de investimento de US$ 600 bilhões dos europeus nos EUA, compra de US$ 750 bilhões em energia americana em um período de três anos, além de equipamento militar norte-americano. Além disso, a redução tarifária não abrange a taxação de aço e alumínio da União Europeia, que se mantém em 50%.
Lia Valls, pesquisadora associada do FGV IBRE, destaca que dentro da avaliação geral de que a União Europeia teve que ceder bastante para evitar um quadro pior de encarecimento de suas exportações, que poderia resultar em forte impacto na atividade econômica de ambos os lados, alguns países europeus acabaram se beneficiando mais que outros. “É o caso do setor automobilístico alemão”, cita como exemplo. A Alemanha é um dos principais exportadores de automóveis para os EUA – que em 2024 importou 8 milhões de unidades –, depois de México, Coreia do Sul, Japão e Canadá. O primeiro-ministro da França, François Bayrou, criticou por sua vez o acordo, afirmando que houve submissão da União Europeia nas negociações, definindo o resultado como um “dia sombrio” para os europeus.
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