Um problema da nova política industrial é ter olhado mais para fora do que para dentro, afirma Samuel Pessôa em evento

Samuel Pessoa

Uma das inovações trazidas pela Nova Indústria Brasil (NIB), lançada oficialmente este ano pelo governo federal, é a orientação a partir de missões – ou seja, o direcionamento dos incentivos conforme o cumprimento de metas em seis grupos, dos quais fazem parte a saúde, o bem-estar nas cidades e a descarbonização, coordenada com a bioeconomia e a segurança energética. Ainda que siga uma tendência internacional acentuada especialmente após a pandemia, Samuel Pessôa, pesquisador associado do FGV IBRE, aponta que a estrutura do NIB parece pecar por não contemplar uma visão crítica dos erros de políticas industriais brasileiras anteriores. “A impressão que tenho é que esse esforço recente olha mais para fora do que para dentro”, afirmou nesta terça-feira (27/2), em evento na Casa Livres, na capital paulista. Na ocasião, Pessôa reforçou a defesa publicada na Carta do IBRE de janeiro, de que um bom começo para uma nova política seria ter uma análise detalhada dos problemas passados, que servisse como base para a geração de protocolos que norteassem a nova intervenção governamental no setor produtivo.

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