Mudanças etárias e educacionais indicam que mercado de trabalho está menos aquecido do que parece

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Por Luiz Guilherme Schymura

A taxa de desemprego brasileira está em seu nível mínimo na atual série histórica (iniciada em 2012), tendo atingido 5,8% no segundo trimestre de 2025 (ver gráfico 1). Também tem ocorrido aumento no número de pessoas ocupadas: em 58,8% no trimestre abril-junho, o nível de ocupação atingiu o ponto mais alto da série igualmente iniciada em janeiro-março de 2012. E há ainda a elevação da remuneração real média do trabalho, numa faixa acima de 4% ao ano, e, portanto, muito acima do crescimento da produtividade. Todos esses fatores caracterizam um mercado de trabalho muito aquecido. É certa surpresa, portanto, que a inflação não se encontre mais pressionada do que de fato está no presente momento. Embora elevada, e bastante acima da meta, a inflação de serviços não está subindo de forma contundente, o que seria de se esperar num mercado de trabalho extremamente pressionado.

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