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Sumário

Revista Conjuntura Econômica | Dezembro 2025

Carta do IBRE

6 Explorar a Margem Equatorial não atenta contra a descarbonização, mas uso correto dos recursos deveria 
entrar no debate

Com a primeira autorização para perfurações na Margem Equatorial – região de onde se estima que poderão sair cerca de 10 bilhões de barris de petróleo –, muito se falou sobre os riscos ambientais que essa exploração pode ter. Diferentemente do que aconteceu na descoberta do pré-sal, entretanto, pouco se discutiu sobre o uso de eventuais receitas dessa produção. Na Carta do IBRE, pesquisadores defendem a importância do debate sobre o aproveitamento desse recurso fiscal e as estratégias de desenvolvimento produtivo que podem ser impulsionadas, visando ao crescimento econômico sustentado. 

Ponto de Vista

12 PIB do terceiro trimestre mostra clara desaceleração

Samuel Pessôa analisa os dados da atividade brasileira no terceiro trimestre e as projeções de 2025. Ele indica que a continuidade da tendência de desaceleração em 2026 permitirá uma redução da inflação em geral – e, em especial, a de serviços – abrindo espaço para um ciclo de queda da taxa de juros. Ele destaca o desafio na dosagem desse corte: se os juros ficarem elevados por tempo excessivo, o desemprego crescerá muito; se o corte for excessivo, a inflação pode voltar, como ocorreu no ciclo anterior do corte da Selic, entre setembro de 2023 e maio de 2024. 

Entrevista

16 “Diante das mudanças climáticas, temos que ser mais schumpeterianos”

Luiz Awazu Pereira da Silva, pesquisador associado do FGV IBRE, professor visitante da London School of Economics, defende que sem adaptações no arcabouço da política macroeconômica tradicional será difícil alcançar a meta de neutralizar as emissões globais de carbono. Em conversa da qual participou o jornalista Fernando Dantas, ele propõe medidas de flexibilização. Entre elas, a aceitação de um nível maior de endividamento para essa transição verde. 

CAPA 

38 Mais emprego, mais renda, mais dívidas

Este ano se encerra com números positivos no mercado de trabalho. Com mais renda, não é incomum que o nível de endividamento do consumidor também se amplie. A questão, entretanto, é que o nível de inadimplência está alto. Em uma economia que tende a desacelerar, com uma taxa de juros reais de dois dígitos, trata-se de um sinal de alerta. Perguntamos a especialistas sobre os riscos dessa conjuntura e como melhorar a relação dos brasileiros com o aumento da oferta de crédito. 

 

Artigos

24 Agências reguladoras importam

Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt

28 Devo, não nego, pago quando puder

Gabriel Barros

30 Contas fiscais dos estados e o Propag

Vilma da Conceição Pinto

34 Anatomia de uma crise 

Murillo de Aragão

Carta do IBRE

Por Luiz Guilherme Schymura

A despesa dos estados e municípios se tornou uma das principais fontes do desequilíbrio das contas públicas no Brasil, inclusive do ponto de vista do impulso fiscal, que frequentemente vai na contramão dos esforços da autoridade monetária para controlar a inflação. Essa grande…

Nota do editor

Nesta última edição do ano, miramos o futuro além de 2026. Tratamos da sustentabilidade ambiental, que tantas luzes ganhou recentemente na COP30, sob o olhar macroeconômico dos pesquisadores do FGV IBRE.

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