Sumário

Revista Conjuntura Econômica | maio de 2024

Carta do IBRE
Retomada do trabalho inclui algumas tendências promissoras
Muitos analistas, mirando a queda do desemprego, a alta da população ocupada (PO) e a elevação do salário real ocorridas recentemente no Brasil, apontam que o mercado de trabalho nacional passa por um momento aquecido. Economistas do FGV IBRE (Fernando Holanda de Barbosa Filho, Fernando Veloso, Paulo Peruchetti e Janaína Feijó) que lidam com o tema, no entanto, chamam a atenção para o fato de que, para além do momento ciclicamente intenso do mercado de trabalho, há novidades bastante positivas, como o aumento da formalização e um melhor perfil educacional dos trabalhadores explicando parte relevante da elevação real da renda.


Ponto de Vista
O desafio fiscal depois que o ajuste de 2021/2022 foi desfeito
Em função da experiência internacional, como apontado por Bráulio Borges, pesquisador associado do FGV IBRE, é que o ajuste fiscal seja metade por meio de corte de gasto e metade por meio de elevação de receita. Como precisamos de ajuste fiscal de uns 3 pontos percentuais do PIB, pois é necessário construir um superávit primário de 1,5% do PIB, o ideal é que o gasto caia em 1,5 p.p. do PIB e os impostos se elevem no mesmo montante.


Entrevista
“Não há mudança que não seja impulsionada pela sociedade civil”
Há 11 anos, na edição de junho da Conjuntura Econômica, Maria Silvia Bastos Marques detalhava sua tarefa à frente da Empresa Olímpica Municipal, responsável pela execução das obras para os Jogos Olímpicos de 2016, sediados no Rio de Janeiro. Este ano, com a experiência da época, passou a coordenar, em parceria com a FGV Conhecimento, uma série de análises sobre o legado do evento para a capital fluminense e seu impacto econômico. Nesta nova conversa para a revista, em que também aborda temas como violência, saneamento e transição energética, a executiva defende que o sucesso do Brasil nessas múltiplas agendas passa pelo que todo gestor conhece, e que foi fundamental para colocar os Jogos em pé: uma boa governança. “O exemplo mais emblemático no Brasil até hoje foi o fim da hiperinflação. Esse é um ativo dos brasileiros, com o qual todo político se preocupa pois, se a inflação sobe, ele  perde popularidade.”


Capa | Energia
Governança elétrica
Especialistas convergem em que, no mundo todo, o contexto do setor elétrico é complexo por unir desafios técnicos/tecnológicos, regulatórios e econômicos, além dos ambientais. No Brasil, alertam, o “bom problema” de ter de administrar uma fartura de possibilidades pode se converter em um problema de fato caso não haja uma estratégia mais bem definida, com governança clara.

 

Artigos
Democrac+IA - José Roberto Afonso e  Bernardo Motta Monteiro
A queda da Selic é viável - Nelson Marconi
Qual o perfil do trabalhador ocupado em empregos de baixa qualidade? - Bruno Ottoni
Ainda sobre a Nova (?) Política Industrial - Maurício Canêdo Pinheiro
Água é mercadoria? - Marcelo Miterhof e Letícia Pimentel
Revelando valor a partir dos dados de infraestrutura - Luiz Firmino Pereira e Rafael Souza

Carta do IBRE

Muitos analistas, mirando a queda do desemprego, a alta da população ocupada (PO) e a elevação do salário real ocorridas recentemente no Brasil, apontam que o mercado de trabalho nacional passa por um momento aquecido.

Nota do editor

O mundo ficou incerto, volátil. As coisas já vinham tomando novos rumos de complexa avaliação. Aí veio a pandemia e turvou ainda mais o horizonte. O mundo real agora é outro, mas não sabemos qual é, para onde está indo. Mesmo na nossa vida pessoal, tudo mudou, desde as relações de trabalho, relações pessoais, e isso ainda não se assentou.

Tema principal

Revista Conjuntura Econômica | maio de 2024

O desafio brasileiro para colocar a transição energética a seu favor.