Carta do IBRE
6 Explorar a Margem Equatorial não atenta contra a descarbonização, mas uso correto dos recursos deveria
entrar no debate
Com a primeira autorização para perfurações na Margem Equatorial – região de onde se estima que poderão sair cerca de 10 bilhões de barris de petróleo –, muito se falou sobre os riscos ambientais que essa exploração pode ter. Diferentemente do que aconteceu na descoberta do pré-sal, entretanto, pouco se discutiu sobre o uso de eventuais receitas dessa produção. Na Carta do IBRE, pesquisadores defendem a importância do debate sobre o aproveitamento desse recurso fiscal e as estratégias de desenvolvimento produtivo que podem ser impulsionadas, visando ao crescimento econômico sustentado.
Ponto de Vista
12 PIB do terceiro trimestre mostra clara desaceleração
Samuel Pessôa analisa os dados da atividade brasileira no terceiro trimestre e as projeções de 2025. Ele indica que a continuidade da tendência de desaceleração em 2026 permitirá uma redução da inflação em geral – e, em especial, a de serviços – abrindo espaço para um ciclo de queda da taxa de juros. Ele destaca o desafio na dosagem desse corte: se os juros ficarem elevados por tempo excessivo, o desemprego crescerá muito; se o corte for excessivo, a inflação pode voltar, como ocorreu no ciclo anterior do corte da Selic, entre setembro de 2023 e maio de 2024.
Entrevista
16 “Diante das mudanças climáticas, temos que ser mais schumpeterianos”
Luiz Awazu Pereira da Silva, pesquisador associado do FGV IBRE, professor visitante da London School of Economics, defende que sem adaptações no arcabouço da política macroeconômica tradicional será difícil alcançar a meta de neutralizar as emissões globais de carbono. Em conversa da qual participou o jornalista Fernando Dantas, ele propõe medidas de flexibilização. Entre elas, a aceitação de um nível maior de endividamento para essa transição verde.
CAPA
38 Mais emprego, mais renda, mais dívidas
Este ano se encerra com números positivos no mercado de trabalho. Com mais renda, não é incomum que o nível de endividamento do consumidor também se amplie. A questão, entretanto, é que o nível de inadimplência está alto. Em uma economia que tende a desacelerar, com uma taxa de juros reais de dois dígitos, trata-se de um sinal de alerta. Perguntamos a especialistas sobre os riscos dessa conjuntura e como melhorar a relação dos brasileiros com o aumento da oferta de crédito.
Artigos
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34 Anatomia de uma crise
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