Textos de discussão

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Poucas vezes no passado houve um nível tão alto de incerteza, só comparável à apreensão com que a sociedade vê a crise de saúde pública se aprofundar. A velocidade com que o vírus se espalha, aqui e lá fora, é incomparavelmente maior que a capacidade de se produzirem indicadores de seus impactos sobre a economia. A dificuldade de prever o tamanho da epidemia, e de aferir o seu impacto sobre a…

Após um início de ano um pouco mais promissor, novos desafios para a economia mundial emergiram. Depois de meses de desaceleração na atividade global, em especial na indústria de transformação, surgiram sinais mais nítidos de estabilização da atividade econômica mundial, reduzindo-se o risco de uma recessão global em 2020. Adicionalmente, a assinatura da Fase 1 do Acordo entre EUA e China foi…

Afora o impacto do ataque americano ao Irã nos mercados financeiros, que foi breve e transitório, como previsto, o cenário externo começou o ano de forma relativamente favorável. Há sinais mais nítidos de estabilização da atividade econômica mundial, após meses de desaceleração, com a maioria dos indicadores econômicos sinalizando queda do risco de uma recessão global em 2020.

Na análise de conjuntura, a virada de ano é sempre uma oportunidade para rever o que ocorreu no ano que se encerra e alinhar expectativas para aquele que começa. Em 2019, em particular, é também o momento de examinar os primeiros 12 meses do governo Bolsonaro e o que podemos esperar para o seu segundo ano de mandato. 

Conforme previsto em edições anteriores do Boletim Macro IBRE, tudo indica que o desempenho da economia brasileira tem melhorado no segundo semestre, levando o crescimento do PIB de 2019 para perto de 1% (1,1%, pela projeção do FGV IBRE). Confirma-se, assim, que a retomada cíclica da economia brasileira está em curso e deve se estender pelos próximos trimestres. 

Depois da OCDE, foi a vez do FMI reduzir suas projeções de crescimento para a economia mundial. Agora o Fundo projeta expansão de 3% para este ano, a menor taxa desde a Grande Crise Financeira, acelerando para 3,4% ano que vem. A retomada em 2020, porém, está na dependência de uma melhora de desempenho em alguns emergentes: Brasil, México, Rússia, Argentina, Turquia, Irã e Venezuela, em…

Ganharam força nas últimas semanas os sinais de que a economia mundial está em desaceleração. Puxada pelo fraco desempenho da industria de transformação e o arrefecimento dos investimentos corporativos, essa desaceleração tem se espalhado por mais países, conforme a guerra comercial e as incertezas (geo)políticas na Europa e no Oriente Médio repercutem nas decisões dos agentes econômicos.

A elevação do risco geopolítico observada desde o referendo do Brexit, em junho de 2016, pode não ter colocado um freio à valorização dos ativos em nível global, mas sem dúvida acrescentou um significativo componente de volatilidade. Foi o que se viu outra vez nas últimas semanas, com o acirramento das tensões entre os EUA e a China, a eleição de Boris Johnson para primeiro ministro do Reino…

Após cinco meses de tramitação, a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno o texto base da reforma da Previdência (PEC 06/2019). A expectativa agora é que a votação em segundo turno ocorra no início de agosto, após o recesso parlamentar. A maior surpresa no primeiro turno foi o expressivo número de votos a favor da reforma (379), bem acima do mínimo necessário para sua aprovação (308), o…

Nas últimas semanas, os ativos financeiros brasileiros, e dos emergentes em geral, experimentaram forte valorização: o risco país caiu, o real se valorizou, a Bovespa subiu e os ativos de renda fixa se valorizaram, tanto títulos públicos como corporativos. Não deixa de ser um resultado aparentemente paradoxal, considerando que, nesse período, pelo menos até a semana passada, as incertezas com…